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Trajetória / Grupo Experimental de Percussão
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Paulo Cezar Willcox, Oswaldo D'Alessandro,
Zé Eduardo Nazario e Guilherme Franco. 1972 |
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| 1969 - 1972 |
| Percussão: Zé Eduardo Nazario, Oswaldo D'Alessandro, Guilherme Franco |
A amizade que estabeleci com Guilherme Franco a partir do Totem, casa noturna de São Paulo, onde grandes músicos como Tenório Jr., Zé (Bicão) Alves, Luiz Mello, Cláudio Bertrami, entre outros, trabalhavam regularmente e que passei a freqüentar na minha adolescência, e onde passei a trabalhar também algum tempo depois, levou-nos a ir além da bossa nova e do jazz, gêneros aos quais estávamos ligados pela experiência de ouvir e tocar música moderna dos anos 50 e 60, que apreciávamos muito. Isso nos levou a estudar cada vez mais os diferentes estilos, incluindo a música erudita, e resolvemos então criar um grupo que reunisse todos os elementos de um grupo de percussão (nossa referencia era o Grupo de Percussão de Strasbourg), com nossa cultura brasileira e os ritmos como Samba, Baião, Maracatu, Frevo, instrumentos como Berimbau, Tabla indiana, Baterias, incorporando as tendências do jazz moderno e do jazz rock que começavam a surgir, enfim, uma utopia musical para a realidade brasileira naquele momento, mas não para nossas mentes, o que de certa forma veio a se cristalizar e se tornar realidade com outras formações das quais participaríamos, nos anos seguintes.
O grupo não realizou mais que algumas apresentações, mas foi o embrião de uma música que continuei a desenvolver com outros músicos, que vislumbraram essa mesma direção para a música, e que afinal resultou em algo bem estruturado e concretizado, com Hermeto Pascoal, Grupo Um, Egberto Gismonti, Pau Brasil e vários outros grupos dos quais participei.
Em 1980, Guilherme Franco, que na época tocava com o McCoy Tyner, veio tocar no Monterey Jazz Festival (Rio de Janeiro). Bem, o fato é que depois do festival ele veio passar uns dias em São Paulo e baixou lá em casa, tocamos um pouco, e daí veio a idéia de chamar o Dinho Gonçalves, e fazer uma sessão, passar um dia no Nosso Estúdio (Som da Gente), gravando o que seria um trabalho do Grupo Experimental de Percussão de São Paulo numa versão atualizada, aí encontramos a Amílson Godoy e o Cláudio Bertrami que toparam fazer uma participação, mas o trabalho não se concretizou na prática, primeiro porque não tínhamos dinheiro para bancar o resto do projeto, o Guilherme voltou para os Estados Unidos, o Dinho tinha os projetos pessoais dele e acabou não rolando nada. Quem sabe ainda possa surgir uma oportunidade de mostrar isso ao público através da gravação que fizemos. |
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| FOTOS e MATERIAL |
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| TV Cultura, 1972 |
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Zé e Guilherme Franco |
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Programa, 1972 |
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Reunião no Nosso Estúdio, 1980 |
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Programa, 1972 |
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